0

Não sumi, apenas casei!

Olá meus amores e amoras, tudo bem? Que saudade estava de falar com vocês *–* Mas, agora voltei um pouco mais estabelecida hahaha No post anterior compartilhei que estava a ponto de casar, pois bem…eu não sumi, apenas casei! E toda esse acontecimento consumiu meu tempo por completo, até mesmo com pouco mais de um mês de casamento. Isso porque os preparativos, viagem para o casamento religioso, estabelecimento na casa nova, decoração, lista de presentes para retirar, decoração…tudo isso levou isso que chamamos de tempo. Sem contar, claro que as aulas no mestrado retornaram! Hahahaa e como estou me sentindo com toda essa experiência antropológica? Vamos lá…

1 

Nas últimas semanas, cheguei à conclusão que todo ser humano deveria passar por essa experiência antropológica que é o casamento. É um mundo novo que você descobre por completo. Minha experiência como “senhora D” (senhora porque casei e “D” porque é a inicial do sobrenome que adotei do meu esposo) tem sido surpreendente não só em relação a descobrir coisas sobre o “senhor D”, mas a descobrir coisas em relação à mim mesma. É um processo de autodescoberta também, por exemplo, eu era um pouco bagunceira e não tanto cricri com planejamento quando era solteira, mas depois que casei, quero sempre a casa e, principalmente, minha sala de estudos bem organizada, além de sempre ter o plano do dia e da semana bem definidos. Justamente porque estava na casa dos meus pais e não havia tanta coisa para se fazer, agora tenho que lidar com: lista de supermercado, lista de pagamentos, casa para arrumar, livros e material para organiza, roupa para lembrar de lavar com mais frequência, orçamento familiar… Você aprende a não se estressar com qualquer coisa, afinal, os dois ainda estão na fase de aprender que sua liberdade começa onde a do outro termina, certo que essa lei é universal, mas no casamento, ela se torna tão clara e necessária que é impossível não tê-la em mente. Você realmente descobre o valor que o real tem, afinal, antes de casar, havia bastante dinheiro para diversão, agora, resta apenas dinheiro suficiente, afinal, existem outras prioridades e você descobre uma linda palavra chamada “poupar”. Isso faz toda a diferença. Você aprende a gerir melhor seu tempo para que ao fim do dia sobre tempo para descansar, e, vão por mim, essa palavra “descanso” adquire um significado maior quando você vira “dona/dono de casa”. E quanto a criar alternativas? Um casamento ensina tanto sobre criar outros métodos de fazer algo que você quer, mas que agora não pode. Por exemplo, uma coisa que levei que foi em grande quantidade foram meus livros, não havia lugar para armazená-los adequadamente. Foi nesse momento que o “senhor D”, colocou a “mão na massa” e fez prateleiras e extensores de madeira para a minha sala de estudos e ficou uma graça as paredes repletas de livros, trabalhos e desenhos que já fiz expostos. Sem contar na cozinha que, na falta de algum ingrediente, a criatividade reina, principalmente quando se é recém-casado/a. Mas, o momento mais enriquecedor dessa experiência antropológica é, sem dúvidas, o casamento está na convivência. Afinal, uma coisa é você lidar consigo mesmo/a, outra é você fazer isso ao lado de outra pessoa que também tem que lidar com isso. Nessa hora, os laços se solidificam quando as diferenças são resolvidas com diálogos e aquele pequeno estresse por conta de uma mania ou outra cede lugar a tolerância, você não aprende a tolerar apenas o outro, mas exercita um auto controle que requer um conhecimento mais aprofundado de si enquanto pessoa, enquanto outro. E você aprende a amar não aquilo que torna seu cônjuge diferente das outras pessoas e que certamente foi o que te chamou atenção, mas aquilo que te torna tão igual a você.

0

Quando falo “EU TE AMO”

Abrir mão de algo ou alguém que se ama muito, ainda não é sacrifício até momento em que algo ou alguém da qual abrimos mão é por algo ou alguém que amamos mais ainda. As maiores histórias que  conhecemos sobre sacrifício tem esse plano de fundo. E são as que mais lembramos.

Existem algumas coisas que precisam ser claras assim que entramos em um relacionamento: o quanto estamos dispostos a lutar para que dê tudo certo. Às vezes, o que achamos ser amor próprio pode não passar de egoísmo. Porque em um momento ou outro, ambos terão de abrir mão de algo não porque já não valha a pena, mas a sua prioridade é outra. Quando ambos se sentem livre um com o outro, não há espaço para se sentir em uma encruzilhada porque sabemos exatamente aquilo que é mais importante.

E isso está ligado ao amor. Quando descobrimos que não se trata de como nos sentimos, mas de como fazemos com que o outro se sinta, quando verdadeiramente sabemos o que está por trás de um simples “EU TE AMO”, somos capazes de sacrificar.

Quando abrimos a boca para pronunciar estas três simples palavras, afirmamos que a partir daquele momento você aceita que aquela pessoa não só faça parte da sua vida, mas de você. Não é a toa que dizemos “você é aquilo que faltava em mim”, não porque apenas são os opostos que se atraem mas porque um relacionamento forte é construído na base de que os dois se ajustam às diferenças que existem. Por mais que haja um nível 99% de compatibilidade, o amor será construído em cima desse 1% de desajustes que, com o tempo, não serão mais percebidos porque vocês já sabem exatamente como lidar com o diferente.

E você descobre que a primeira coisa que amamos em alguém são as qualidades, a beleza com o tempo nem vai importar, porque a beleza consiste naquilo que os olhos não vêm, mas que de alguma forma, consegue se externar. Quando está tudo bem dentro de nós mesmos, o físico também demonstra, ou você nunca ouviu “nossa, fulana/o está mais bonita/o depois que está amando”.

Alguns relacionamentos acabam não por falta de amor, mas por falta de cuidado. Quando descuidamos das pequenas coisas, quando esquecemos que se trata de fazer o outro feliz e não nós mesmos com tantas vontades, sonhos, escolhas que, para você devem ser prioridades independente do que o outro ache é que a “magia” começa a morrer. E o pior que só descobrem isso depois que não há mais jeito. Porque perdemos muito tempo pensando apenas em nós mesmos. E, uma coisa que não precisa existir entre duas pessoas que pretendem construir uma vida juntas é o egoísmo.

Outra coisa, são duas letrinhas perigosas: EU. “Eu quero” “eu penso” “eu desejo” “eu acho”, a partir do momento que você diz “Eu te amo”, você exclui o “eu” e passa a incluir “nós”. Mas, lembre-se: você abriu mão de si, mas não significa que você deva aceitar algo que te machuque ou que seja contra o seu princípio. Quando falamos “nós”, declaramos estar abertos ao diálogo com o outro para que aquilo seja bom para ambas as partes e que os dois se sintam confortáveis com isso.

E o mais perigoso: quando esquecemos que amor é uma conquista diária. Pessoas não são troféus para uma vez conquistadas serem deixadas em uma prateleira empoeirada. Quando falamos “eu te amo” declaramos estar dispostos a todos os dias fazer o melhor para manter aquele brilho no olhar da pessoa que amamos quando ela fala nosso nome. Afirmamos ter a força necessária para manter sua face voltada em nossa direção, mesmo que isso custe algumas noite ou dias de trabalho pensando em como surpreender mesmo depois de 50 anos juntos, por exemplo. Porque amar deve ser sempre uma novidade.

Se estiver disposto a sacrificar, vá em frente. Se não, reconsidere. Pessoas são como vasos de cristal raro, não podem ser substituídas, a beleza se encontra nela por inteiro, não nos pedaços. E seu valor, não se trata de quão rara é, mas o quanto é importante para você é o que te torna disposto a pagar.