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E agora?| Tênis Branco, como usar?

E aí, galerinha do mal? TUDO BONZI?

Por aqui tudo BONZI. Sim, eu sei, tomei chá de sumiço com vontade dessa vez e também sei que deveria criar vergonha na cara e postar frequentemente, mas aí me dá aquela preguiça básica T.T. Mas, vamos lá falar de coisa boa que é tênis! hahaha

Ele veio com tudo, ele veio para ficar, ele veio para quebrar paradigmas, ele veio para acrescentar conforto e estilo, quem é ele? quem é ele? o TÊNIS BRANCO! Cada vez mais vemos por aí ele desfilando pelas ruas seja totalmente branco ou com algum detalhe ele marca presença, mas ainda tem muita gente que fica na dúvida quanto as roupas com que combinar ou se vai ter gente olhando meio torto quando você sair na rua. Então, trouxemos 5 combinações possíveis com esse queridinho que a gente aprendeu a amar de alma ❤

1 Tênis Branco + Short

Imagem relacionada

Fonte: pinterest.com

Essa combinação você certamente conhece, não é mesmo? Mas, além da tradicional camiseta com short a qual todas nós estamos acostumadas, que tal incrementar com um blazer ou um lenço? Assim, você sai do comum  ainda mais estilosa.

2  Vestido + Tênis Branco

Fonte: mundodeguria.com

Esse, muitas pessoas tem medo de usar, não sei o porquê. Mas vestido com tênis é tudo de bom! Essa combinação é muito demais gente! O segredo é não usar um longo porque aí não dá nem pra ver esse estilo todo que existe no seu look. Pode ser vestidos justos até aqueles em que a saia  seja um pouco mais aberta. A altura do vestido pode variar até o tamanho midi  que você vai arrasar. Se for um longo, prefira os que tenham fenda na lateral. Aqueles blusões também  são uma boa pedida para tênis branco.

3  Saia + Tênis Branco

Fonte: pinterest.com

Olha aí o tênis branco com detalhe! A saia é a nossa próxima sugestão,  ela pode variar os tamanhos e formas, mas uma coisa é certa: com tênis fica uma graça que só! Ele dá mais feminilidade ao look (quem diria que no passado, tênis era só coisa de homem?).

4 Jardineira + Tênis Branco

Fonte: Blog Eu Super Quero

Seja numa versão mais curtinha ou mais comprida. A jardineira está em alta! E com tênis branco, ela arrasa ainda mais!

5 Terninho + Tênis Branco

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Fonte: Steal The Look

E na comissão de frente de quebrar paradigmas, temos também nosso queridinho com terno! VOTEM TÊNIS BRANCO PARA PRESIDENTE! hahahaah Mais democrático que ele não existe rs Ele quebra toda a formalidade e tradicionalismo do terno e acrescenta aquele pitada de conforto.

 

E aí? Vai arriscar ir de quê hoje?

Até mais :*

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E agora?|Com que saia eu vou?

Oii meus amores e amoras, tudo bem? Olha eu aqui de novo hahaha Adivinhem só quem está com a vida corrida? Isso mesmo! Euzinha aqui. Mas, em breve direi que tanta correria é essa na minha vida, gente, que essa criaturinha aqui não para quieta. Venho prometendo esse post há 9876664381919177 anos e agora, finalmente, chegou a hora! Vamos falar sobre saias?

Quem me acompanha desde blogs passados, já conhece minha paixão por saias também. Até porque eu uso muitoooo, então, eu gosto de variar no estilo da saia para não ficar toda vez a mesma coisa. Então, selecionei 5, dos meus modelos preferidos e trazer aqui para vocês.

1- Saia plissada

Quando conheci esse tipo de saia eu me apaixonei. Ela lembra uma sanfona devido as marcas laterais e pode ser usada em várias ocasiões, inclusive no trabalho. Mulheres altas e baixas podem apostar sem medo já que o modelo aumenta a silhueta. No caso das baixinhas, usar um salto com esse tipo de saia é uma excelente aposta. Só tome cuidado se você estiver acima do peso, ou abaixo porque esse tipo de saia tende a evidenciar aquilo que você quer camuflar. Combine com blusas mais leves e fluidas, assim, conseguirá passar a leveza que esse tipo de saia confere a qualquer look.

2- Saia godê

De todas as saias que já usei, esse é meu tipo preferido (mais uma prova de que nasci na década errada haha ). Surgida pós Segunda Guerra Mundial, sua principal marca se encontra na cintura marcada e no corte mais arredondado praticamente com pouca ou nenhuma costura. Elas tendem a dar volume no quadril, então se você pensa em camuflá-lo, não sera uma godê que vai ajudar. Esse tipo de saia pode ser aliado a blusas básicas e mais trabalhadas, depende do seu estilo e da ocasião em que queira usar.

3- Saia reta

Com certeza, esse é o modelo mais básico de saia que existe sob a  face desta terra. Como o nome já diz o corte é reto, não evidencia e nem disfarça nada. Então se seu corpo for quadrado ou em forma de triângulo invertido, tome cuidado com essa saia. Um look com ela possibilita uma infinidade de opções para a blusa já que seu modelo básico merece algo mais chamativo ou volumoso na parte de cima.Então, se quer estrelar aquela blusa do tipo “Wooow!”, aposta na basiquinha.

4-Saia lápis

Ok, que mulher não é louca por esse tipo de saia, mais conhecida como “saia secretária” Por quê? A cintura mais alta e o corte mais justo ao corpo evidenciam tudo aquilo que boa parte das mulheres brasileiras adoram mostrar, não é mesmo? Então, se você estiver em guerra com a balança, opte por outros modelos que  valorizem mais seu tipo de corpo. Combine com peças mais volumosos na parte de cima com as mais variadas estampas e tecidos.

5- Saia midi

Quatro dedos abaixo  do joelho, essa eu amo também. Geralmente, ela vem em vários modelos, como o godê, evasê, envelope…Amo todas que estão aqui, de verdade. . Esse modelo serve a qualquer corpo, mas as baixinhas tomem cuidado para não dar aquela impressão de “corte”, então se puderem apostar em um salto, vai com tudo, gata! Para combinar, blusas não muito volumosas para que a saia receba toda atenção que precisa

Agora, minhas amoras, é só escolher como você vai arrasar hoje 🙂

 

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Resenha|Aconteceu Ontem

livro

Oiii meus amores 🙂 Dei uma passadinha para começar mais uma seção no blog. Quem me conhece sabe que eu  amo livros. Um dia eu posto foto da minha biblioteca para vocês *-* É uma paixão desde criança, preferia livros a brinquedos. Como é algo que faz parte de mim, decidi compartilhar com vocês algumas leituras que eu certamente recomendo. Espero que curtam! Ah, e quem já tiver lido e quiser deixar comentário do que achou da história fica à vontade.

Escolhi começar com um dos meus xodós ❤ Esse livro eu comprei pela internet, dei uma volta no site de uma livraria e lá tinha vários livros em promoção, além disso, a medida que eu ia comprando, ainda ganhava mais desconto. Nem preciso dizer que fiz  a festa nesse dia, aproveitei que tinha um dinheirinho extra e caí de cara nas leituras. Me apaixonei pela capa, o resumo da história também era legal. Quando a caixa chegou que eu abri e tive aquele momento de vomitar arco-íris com o cheiro de livro novo, veio uma decepção: o livro era em poesia, não que eu não goste de poesia, mas entendam: eu já tinha idealizado a história antes mesmo de receber a encomenda hahaha

A Lisa Schroeder mora em Oregon com a família e um dos seus diferenciais como escritora é que ela escreve em versos. E ela dedica o livro a todos que não tem medo, porque a história fala sobre isso: medos, escolhas… Conta a história de Amber e Cade, os dois vivem um momento de suas vidas de decisão, aquele momento em que só queremos sair e ter um espaço só para nós e pensar na vida. Foi o que eles fizeram e o que permitiu que seus caminhos se encontrassem. Logo de início me interessei pela leitura pois de cara me identifiquei coma  protagonista:

Certas manhãs.

É difícil sair 

Da cama.

O sono te seduz

Como um estranho

Que oferece um doce.

Vem comigo.

Tudo vai dar certo.

Eu prometo.

Então começa a aventura. O bom da leitura é que ela vai fluindo como se respirássemos a história. Aos poucos você descobre por que Amber quer fugir, mas também anseia por ficar. Quando ela encontra Cade no Oceanário, aí você começa a se perguntar: E agora? Como se não bastasse, ele também tem um segredo e a gente fica querendo saber sobre a vida desse rapaz misterioso, mas que de alguma forma, passa a compreender tão bem a garota. E o romance não poderia faltar:

Eu me interesso pelo fato

Que ele está se ferindo,

Mesmo que eu não saiba por quê.

Eu quero ajudá-lo.

Por isso estou aqui,

Querendo saber o que ele está fazendo.

Ele é como eu.

Quero saber mais.

Eu o compreendo.

Eu quero ajudá-lo.

Na medida em que aquele dia vai passando, suas histórias passam a se encontrar de alguma forma não só o fato de que eles tem bastante coisa em comum também, mesmo que eles tenham feito um pacto de não falar nada sobre seus problemas. O bom é que não dá para se confundir com as informações, aos poucos Lisa insere os elementos que precisamos para conhecer a história. E quando descobrimos o que se passa com Cade é impossível não chorar. A questão não é a razão, mas a forma como somos apresentados à verdade. No final do dia, eles sabem exatamente o que fazer. E assim com Amber, também teremos o desejo de

tentar abraçar

este dia

que vem depois

                                                                                           do dia de ontem.

Essa é a minha dica de hoje, espero que gostem :*

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D.I.Y- Chá Baby

Oiiii meus amores e amoras. Aqui estou eu novamente para dar mais uma dica, dessa vez para vocês, futuras mamães ou titias corujas (como eu) que planejam um “Baby Shower” ou Chá de Bêbê ou Chá de Fraldas. Ter um filho não é uma das coisas mais baratas que existem, então, onde se puder economizar, os futuros pais agradecem. Quem me conhece sabe que uma das coisas que mais amo fazer é organizar eventos e eventos baratos então…nem se fala haha. Então se você é do tipo “DIY” (do it yourself- ou faça você mesmo) está no lugar certo. Se não é, fica a dica para fazer um chá de bêbê simples e…barato!

1- Planejamento

É aqui que a magia começa ou termina dependendo do orçamento hahahaha Colocar tudo em um caderno sempre ajuda, começar com rabiscos da decoração, da lista de convidados, do cardápio…além de anotar e salvar as “ideias de inspiração” (nesse caso, o celular também serve).

Sentei em uma mesa com a futura mamãe e conversamos sobre como ela queria a festa. Esse passo é importante, montamos a lista de convidados, cardápio e  conversamos sobre o que ela queria de decoração (como foi surpresa, ela não viu nada até o grande dia).

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2- Convites

A ideia inicial era fazer os convites. Mas, como a lista de convidados não foi muito grande, compramos pacotes com 10 convites (R$3,80 cada). Mas, caso fizêssemos, usaríamos essa ideia:

3- Cardápio

Como o Chá foi algo mais intimista, então não tivemos muita preocupação quanto ao que servir já que sabíamos exatamente a preferência dos convidados. Além disso, familiares e amigos  próximos também ajudaram contribuindo com o que podiam ( e tinham em casa):

Creme de galinha: feito pela vóvó.

Salgadinhos: comprados por amigos.

Sucos e Refrigerantes: comprados por amigos.

Bolo: feito por mim.

Marshmallow: comprado pela futura mamãe

4- Decoração

Para a decoração, montamos dois espaços: um para os presentes e fotos e outro para as comidas. No primeiro espaço montamos uma mesa com toalha, colocamos uma televisão na qual passava as fotos do ensaio do bêbê (feito por outra amiga do casal) e um varal com roupinhas de papel, conseguimos uma bolo de fraldas (emprestado por outra amiga) e colocamos brinquedos que tínhamos em casa.

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A inspiração do varal de roupinhas pode ser encontrada aqui (no caso, usamos o papel colorset- R$ 0,90 a folha):

No segundo espaço, colocamos nuvens de balões (R$ 7,00 pct) e gotinhas de cartolina (as cartolinas que usamos foram dadas por uma amiga que tinha o material em casa e a linha de nylon custou R$ 4,50 o rolo), uma mesa com toalha, as lembrancinhas e o bolo. Ficou um amor <3.

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O espaço foi no salão de atividades da nossa Igreja, mais uma vez, não gastamos nada.

5- Lembrancinhas

Como nossa futura mamãe ama trabalhos manuais, ela fez as lembrancinhas. Como já tinha parte do material em casa de outros trabalhos que já fez, saiu super barato. Ela fez sandálias de E.V.A (R$ 7,80 a folha)  e as embalagens das lembrancinhas de papel A4 colorido ( R$ 0,20 a folha). Encontramos  inspiração aqui:

6- Brincadeiras

As brincadeiras ficaram a encargo de outra amiga que preparou todo o material. Algumas sugestões foram retiradas do site da Pampers.

As vezes, achamos que uma boa festa tem que ser suntuosa e gastar muito. Particularmente, prefiro coisas simples. Tentei colocar a maioria dos preços para vocês terem ideia do quanto foi gasto). O Chá foi para 25 pessoas. O bom foi que todos os convidados participaram de alguma forma de toda a preparação da festa da forma que podiam. Não tirei fotos tão perfeitas  da decoração pronta antes da festa (esqueci esse detalhe), mas o que trouxe para vocês hoje foram apenas ideias. Você também já fez algo do tipo? Quer contar como foi? Sinta-se à vontade 😉

 

 

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Capítulo 1

Essa história que vou contar-lhes aconteceu não faz muito tempo, em uma cidade chamada Opala, em algum lugar por aí neste espaço. Eu vi tudo acontecer, acompanhei cada passo e sobrevivi, sobrevivi para conta-la para vocês. Torci muito para que Ariel, finalmente, fosse libertado.

***

Foi a primeira vez que o vi (assim pensava eu), era uma pintura a óleo muito velha e de formato oval, eu nunca tinha visto uma de perto, mas eu sabia que era das antigas. Estava em um álbum centenário, era a única entre as páginas amareladas e empoeiradas que me fizeram tossir um pouco e quase desisti do meu objetivo: que era limpar o sótão para abrigar meu “cantinho da bagunça”. Isso mesmo, um lugar onde eu (uma adolescente não muito comum) costuma ser não comum. Acabamos de mudar e aqui me pareceu menos pior que nossa outra casa. Minha mãe, apesar de desastrada, é uma ótima agente de turismo, o chato é que ela vive viajando e eu fico sozinha com o Eduardo(meu pai e dedicado professor de música) e o Gabriel (meu irmão caçula e eterno chato).

Fiquei observando a pintura: era um garoto da minha idade, eu acho. Com uma bicicleta esquisita, seu cabelo parecia loiro, por estar branco na pintura, o corte me lembrava o Troy de High School Musical . Seus olhos me atraiam, ele parecia olhar pra mim, me conhecer, me chamar. Que coisa, seduzida por uma fotografia antiga. Fiquei meio desconcertada com isso, sua fisionomia angelical…guardei a foto e continuei a mexer naquele mar de poeira tirando móveis, livros, caixas…mas aquela imagem não me saía da cabeça.

***

Gabriella puxou à mãe, Angélica, muito desastrada. É umas garota introspectiva e calada. Não é uma ótima aluna, mas seu dom para a música e arte atenuam isso. Não tem amigos e nem se preocupa em arranjá-los. Seus colegas consideram-na esquisita demais para se aproximarem. Sua pele de coloração meio amarela faz ‘jus’ ao seu cabelo extremamente negro disposto em cacheado nas pontas até a cintura. Seus olhos castanho-claro concordam com seus lábios finos e bem desenhados.

***

Estava concentrada, até que algo dentro do armário se mexeu, com medo, caminhei lentamente em direção a ele e tropecei em mais livros (foi uma bela queda!). Tremendo, abri a porta. Era Gabriel que acabara de me pregar uma peça, nestes últimos oito anos não tive mais sossego, mas eu o amo muito.

– Que droga, Gabriel!- saí correndo pela escada atrás dele.

-Pai! Pai! A Gabriella quer me bater sem motivo nenhum.- ela descia correndo, gritando, e, descaradamente, fingindo, aquilo me irritava mais ainda. E eu sabia que meus argumentos não iriam dar em nada. Meu pai estava afinando o violão sentado na poltrona verde, sua preferida.

-Pai, o Gabriel vive enchendo o saco, eu quase tive um ataque lá em cima, com uma brincadeira de mau gosto.- argumentei, apontando para a escada e defendendo minha razão.

– Querida, tenha paciência com seu irmão.- falou papai com sua voz sempre calma e eloquente enquanto prestava atenção nas notas do violão, parou e olhou para mim com o olhar que sabíamos muito bem “perdoe-o e convivam”. Esta era uma das lições que mais eram postas em prática na nossa casa, o que não impedia as constantes brigas com meu irmão caçula.

Subi as escadas furiosa, afinal, mais uma vez, o carinha havia se dado bem. Eu estava muito zangada, mesmo assim, voltei a fazer o que tinha me proposto. A comida estava no fogo e, a menos que quisessem comer queimada, deveriam cuidar do almoço. Era responsabilidade deles. Tranquei a porta ficando sozinha no sótão, as luzes começaram a piscar, um vento frio passou por mim, nem liguei muito, a casa é velha mesmo…

Assim, continuei remexendo tudo até a hora do almoço. Minutos depois, minha mãe ligou do Canadá perguntando como estávamos. Arrumei o sótão que ficou bem limpinho e o meu quarto também. O gran finale ficou com a minha placa de “Não pertube!”. Deu trabalho, mas o tapete ajudou a colocar o piano no local adequado, o teclado, a bateria, o violão e aguitarra de um lado do lugar e, do outro, minhas telas  e retratos. A mesinha redonda que uso para estudar (ou melhor, tentar) foi indispensável naquele espaço.

***

Ariel fez questão de analisar o perfil dos moradores, mas o de Gabriella foi impossível porque sua aúrea era pura. Funciona da seguinte maneira: os fantasmas podem ler mentes, “possuir” corpos, atravessar paredes, levitar coisas, voar e teletransportar, porém, se uma pessoa tiver esta áurea, seus poderes são bloqueados com relação a ela. Ter áurea pura significa ser livre de ambições e que a pessoa é voltada para o lado espiritual, uma espécie de transcendência metafísica. Gabriella por algum motivo conserva a sua intacta, dizem por aí que essas raras pessoas tem uma missão predestinada a seguir.

***

No dia seguinte, domingo, era meu aniversário. Completei 16 anos e acordei com buzinas soadas pelo meu irmão. Surtei logo pela manhã. Tirei-o do meu quarto e deitei novamente sobre minha colcha florida, minhas mãos ficaram por baixo da minha cabeça e fiquei olhando para o teto. 16 anos e o que eu tinha feito de importante? Eu sabia que tinha uma missão, mas ela nunca tinha aparecido, talvez eu não a tivesse e seria apenas mais uma em bilhões. Passei meus olhos pelo local, o espelho ao lado da minha cama e que me permitia ver da cabeça aos pés tinha muitas fotos da família, momentos que eu considerava de mais alto valor, os dois criados-mudos na cabeceira, um com o a abajur e outro com o telefone e o despertador. Meu dormitório é paralelo à parede da porta e a janela que dá acesso à rua, é quadrada, centrada na parede. A escrivaninha com meu notebook e alguns livros, ah, e o meu diário! Eles ficam muito bem no canto do quarto, ao lado dele, fica meu guardarroupa na cor lilás. Ouvi baterem na porta e meu pai entrou com um bolo acompanhado com meu irmão cantando “parabéns”. Recebi um presente que namorava desde o natal passado: uma bailarina musical que se movia sobre a pista.

Mamãe ligou e disse já ter enviado meu presente. Desejou-me parabéns e perguntou se estava tudo bem comigo. Respondi que sim e conversamos um bom tempo. Depois. Fui banhar e subi para o sótão. Os instrumentos não estavam no lugar e gritei “Gabriel!”, mas a culpa não foi dele. Meu irmão, foi brincar na rua com nossos novos vizinhos, papai tentou me convencer a interagir com a vizinhança e não teve sucesso. Preparei a comida e fui limpar a casa, com fones de ouvido, não percebi que alguém estava na sala. Distraída, eu cantava, quando virei, o percebi, como estávamos muito próximos, tropecei nele e o rapaz me segurou para que eu não caísse. Tinha cabelos castanhos, fisionomia alegre e olhos pretos, ele fez o favor de me segurar.

– Oi, sou Charles- ele ajudou a me recompor, enquanto sorria da situação, o que me deixava mais constrangida- Tens uma voz e tanto, viu?

-Obrigada. Muito prazer, Gabriella.- corei com o elogio, sem mais.

-Charles?? Ah, você está aí. Oi, me chamo Fernanda, acho que seremos colegas de classe. Você é a Gabriella mesmo, não é? Ah, desculpa, devia ter perguntado primeiro.- ela parecia uma metralhadora com tanta coisa ao mesmo tempo.

– Sim.- ri, para disfarçar. Este é o tipo de situação que me deixava sem ação e reação. Torcia enormemente para que os vizinhos simpáticos fossem embora rapidamente.

– A Fê e eu somos irmãos, a caçulinha. Já vamos, né?- ele me olhou e por um momento, achei que ele havia lido minha mente- Não queremos incomodá-la. Soubemos que é seu aniversário, parabéns.- ele me estendeu a mão.

– Obrigada.- retribui, sua irmã, fez o mesmo gesto. Depois, saíram.

Respirei fundo e olhei para a mesinha de centro. E quase tenho outro ataque! Como que o retrato do garoto que eu havia encontrado estava ali ?!?. como sou desastrada e desatenciosa, achei que eu mesma o colocara ali. Olhei pela porta e vi os irmãos atravessarem a rua, na cozinha, um copo se quebrou. Levei um outro susto e fui recolher os estilhaços.

Os vizinhos de Gabriella, Charles e Fernanda, foram abandonados ainda crianças pelos pais. Foram criados por alguns tios até que o garoto atingiu a maioridade e levou sua irmã consigo quando conseguiu um emprego. A garota tem cabelo curto e castanho em forma de channel que dá graça à sua fisionomia pequena. Os dois, na verdade, são destinados a serem “anjos de passagem” que vêm à terra de tempos em tempos para ajudarem espíritos com coisas inacabadas a realizarem a passagem. Por terem forma humana, estão sujeitos a se corromperem.

***

À noite, haveria uma festa na cidade, meu pai e meu irmão foram e eu fiquei em casa, como sempre, sem multidão, sem som alto, apenas e eu e meus pensamentos. Decidi compor uma música, ultimamente, elas estavam muito tristes, mas era só mais uma fase depressiva minha que acabava refletindo no que eu pintava, compunha, cantava e tocava. Liguei o note depois e dei uma “navegada” na net, mas havia interferência. Bati na escrivaninha e tudo ficou normal, fiquei pensando nas coisas que estavam acontecendo naquela casa desde que havíamos chegado. Olhei para o lado do notebook e lá estava aquele garoto novamente. Desta vez coloquei-o na gaveta e tranquei-a bem. Os homens da casa chegaram e tive que banhar com meu irmão batendo e gritando na porta. Troquei de roupa, servi o jantar e fui para o meu quarto.

Sobre a cama, estava o retrato. Minha vontade foi de gritar, daquela vez, eu estava certa que ele estava trancado. Mas aquilo me hipnotizava, peguei a pintura em minhas mãos observando-a por um bom tempo. Analisei cada detalhe, intrigada, resolvi dormir. Precisava descansar, afinal, seria o meu primeiro dia de aula em uma nova escola. Era o segundo mês de aula, um bom motivo para não me ferrar com as notas. Necessitava dormir.

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Olá, mundo!

Bom…

TCHANRAN!!!

Como prometido… Para quem já me acompanha estou com nova plataforma, novo layout, novo nome, nova blogueira hahahaha

Como avisado, anteriormente, a mudança finalmente acabou! Não só no blog, mas na minha própria vida. Esta sou eu. Ou melhor, as muitas que me formam. Decidi manter minha paixão por escrever, decidi elevar as coisas a “outro nível”. Essa é uma das coisas das quais não decidi abrir mão. Para quem não me conhece, meu nome é Enayde, sou pedagoga, amante de livros, músicas e filmes e aspirante a escritora, sim, muitos sonhos para alguém tão jovem hahaha . Tudo começou nas aulas de gramática, redação e literatura lá no 6º ano do ensino fundamental, em que eu queria contar histórias, mostrar ao mundo um novo mundo, o meu mundo, descobri que escrever me proporcionaria isso. Tentei manter três blogs ao mesmo tempo sobre assuntos variados, mas vi que não daria conta. O tempo foi passando, veio outras escolhas, outras responsabilidades e continuei escrevendo não tão frequentemente. E agora, estou aqui, mais madura, mais focada, tentando compartilhar com vocês, as coisas que penso, como vejo o mundo, as coisas que imagino. Tenho uma forte sensação de que, dessa vez, vai dar certo. Torçam por mim!!

Amo vocês e obrigada pela visita!

Com carinho,

Enayde Silva.