0

Juntando as escovas|Casei! E o amor morreu? (Parte 1)

Todo/a recém-casado/a passa por uma questão crucial depois de alguns meses depois do casamento: será se o amor morreu? A verdade é que nossa rotina muda muito depois que juntamos as escovas. Quando marido e mulher trabalham, estudam e tem outras obrigações fora, aí é que as coisas ficam fora do lugar mesmo, não é? Então, se você se enquadra nesse caso, cola aqui e vem comigo.

A vida de namoro e de casado tendem a ser bem diferentes em alguns aspectos.  De repente, você está em uma rotina diferente do namoro. Há uma casa, quarto, apartamento, seja lá onde morem para arrumar, despesas a serem pagas, compras a serem feitas, coisas que não se fazem sozinhas. Além disso, há as famílias de cada um para visitar e se fazer presente também. De repente, aquele tempo que, quando namorados, vocês usavam para sair se divertir e distrair começa a ser preenchido com essas outras coisas, chega, 00:00 hrs e vocês dois já estão cansados da correria do dia a dia, sem ânimo para saírem e se divertirem como antes (nem que seja para tomar um sorvete na esquina…se bem que a essa hora nem tem mais sorvete).  Parece que todo o tempo que antes vocês tinham um para o outro simplesmente some, puf! Desaparece num passe de mágica. Certo?

Pois bem. Aqui esta você se perguntando se o amor que tinham morreu. E a cabeça começa a encher de abobrinha, quiabo e maxixe hahaha Cultivar o amor se torna mais desafiante depois que trocamos as alianças, agora imagine se isso não começa a ser resolvido e aí veem os filhos e além do dever de esposa, esposa, estudante, profissional, ainda vem o de pai e mãe? Isso que tem faltado. Na verdade, não é amor que está faltando, é o cultivo dele.

Quando casamos, parece que entramos em uma zona de conforto por ser um passo mais sério que o namoro e o noivado. Tem gente que pensa: “Ah, já estamos casados, ele/a me ama. Já está tudo bem. O perigo de perder já passou.”. Então eu digo, aí é que o perigo de perder passa a morar ao lado. Na verdade, ele passa a  morar com a gente, simplesmente porque esquecemos a uma das regras mais básicas de um casamento: “casamos para continuarmos namorando”. A sensação é que as prioridades já não são as mesmas. No namoro, havia sempre um encontro, um presente, uma surpresa. E quando casamos? Cadê você que desapareceu do nada sumiu? Isso mesmo. O namoro não pode acabar com o casamento. Tem que ter encontro. Tem que ter presente. Tem que ter surpresa. Mas, além disso.. Tem que ter abraço. Tem que ter beijo. Tem que ter aconchego. O dia a dia nos faz negligenciar essas pequenas coisas, assim como uma flor precisa de cuidado, imagine o amor. Ele precisa ser demonstrado nas pequenas coisas. No ‘como’. O amor não morreu, ele ainda está lá, mas se isso não for percebido logo, é bem provável que ele morra mesmo. E então, ninguém vai querer assumir que foi isso que faltou, na verdade, vão dizer que os planos mudaram, que eram novos demais, que não aproveitaram muito da vida, que isso e aquilo outro, quando na verdade, apenas uma das primeiras regras que devem ser aprendidas antes de casarmos foi esquecida.

Até mais,

Anúncios
0

Não sumi, apenas casei!

Olá meus amores e amoras, tudo bem? Que saudade estava de falar com vocês *–* Mas, agora voltei um pouco mais estabelecida hahaha No post anterior compartilhei que estava a ponto de casar, pois bem…eu não sumi, apenas casei! E toda esse acontecimento consumiu meu tempo por completo, até mesmo com pouco mais de um mês de casamento. Isso porque os preparativos, viagem para o casamento religioso, estabelecimento na casa nova, decoração, lista de presentes para retirar, decoração…tudo isso levou isso que chamamos de tempo. Sem contar, claro que as aulas no mestrado retornaram! Hahahaa e como estou me sentindo com toda essa experiência antropológica? Vamos lá…

1 

Nas últimas semanas, cheguei à conclusão que todo ser humano deveria passar por essa experiência antropológica que é o casamento. É um mundo novo que você descobre por completo. Minha experiência como “senhora D” (senhora porque casei e “D” porque é a inicial do sobrenome que adotei do meu esposo) tem sido surpreendente não só em relação a descobrir coisas sobre o “senhor D”, mas a descobrir coisas em relação à mim mesma. É um processo de autodescoberta também, por exemplo, eu era um pouco bagunceira e não tanto cricri com planejamento quando era solteira, mas depois que casei, quero sempre a casa e, principalmente, minha sala de estudos bem organizada, além de sempre ter o plano do dia e da semana bem definidos. Justamente porque estava na casa dos meus pais e não havia tanta coisa para se fazer, agora tenho que lidar com: lista de supermercado, lista de pagamentos, casa para arrumar, livros e material para organiza, roupa para lembrar de lavar com mais frequência, orçamento familiar… Você aprende a não se estressar com qualquer coisa, afinal, os dois ainda estão na fase de aprender que sua liberdade começa onde a do outro termina, certo que essa lei é universal, mas no casamento, ela se torna tão clara e necessária que é impossível não tê-la em mente. Você realmente descobre o valor que o real tem, afinal, antes de casar, havia bastante dinheiro para diversão, agora, resta apenas dinheiro suficiente, afinal, existem outras prioridades e você descobre uma linda palavra chamada “poupar”. Isso faz toda a diferença. Você aprende a gerir melhor seu tempo para que ao fim do dia sobre tempo para descansar, e, vão por mim, essa palavra “descanso” adquire um significado maior quando você vira “dona/dono de casa”. E quanto a criar alternativas? Um casamento ensina tanto sobre criar outros métodos de fazer algo que você quer, mas que agora não pode. Por exemplo, uma coisa que levei que foi em grande quantidade foram meus livros, não havia lugar para armazená-los adequadamente. Foi nesse momento que o “senhor D”, colocou a “mão na massa” e fez prateleiras e extensores de madeira para a minha sala de estudos e ficou uma graça as paredes repletas de livros, trabalhos e desenhos que já fiz expostos. Sem contar na cozinha que, na falta de algum ingrediente, a criatividade reina, principalmente quando se é recém-casado/a. Mas, o momento mais enriquecedor dessa experiência antropológica é, sem dúvidas, o casamento está na convivência. Afinal, uma coisa é você lidar consigo mesmo/a, outra é você fazer isso ao lado de outra pessoa que também tem que lidar com isso. Nessa hora, os laços se solidificam quando as diferenças são resolvidas com diálogos e aquele pequeno estresse por conta de uma mania ou outra cede lugar a tolerância, você não aprende a tolerar apenas o outro, mas exercita um auto controle que requer um conhecimento mais aprofundado de si enquanto pessoa, enquanto outro. E você aprende a amar não aquilo que torna seu cônjuge diferente das outras pessoas e que certamente foi o que te chamou atenção, mas aquilo que te torna tão igual a você.

0

Juntando as escovas| Por trás de uma noiva

Meus amores e amoras, tudo bem? Espero que sim, comigo tudo vai bem 😛 Lembram que prometi novidades no blog? Então, aqui estou eu! Hoje, teremos estreia aqui no blog! Assim do nada? Como assim?  A partir de hoje, começarei uma contagem regressiva para um passo muito importante na minha vida: VOU CASAR!!!!! Então, acho que isso explica e muito os meus sumiços hahaha, fora o mestrado ainda tinha o casamento, imaginem a correria aqui desse lado da telinha. E, agora que 90% das coisas já estão encaminhadas, agora que já apanhei muito nessa vida de noiva em todos os preparativos, agora sim, estou preparada para escrever sobre hahahaa.  Então, sejam bem vindos (as) a JUNTANDO AS ESCOVAS. 

Aquele dia do “SIM” ainda ressoa na cabeça, foi um dos dias mais felizes da sua vida, mas aí a ficha caí quando você se dá conta de que a partir de então, uma carga de emoções e sentimentos surgirão a cada detalhe que começa a ser planejado. Há horas que você está super tranquila e feliz, mas tem momentos em que você acha que vai explodir e não conseguirá dar conta de tudo (então vá logo se preparando). A cada dia a menos para o grande dia, os pesadelos se tornam mais frequentes…os inconvenientes também e a única coisa que você consegue pensar é : “por favor, me dêem um tempo, eu só quero viver meu momento”. Ok. VIVER O MOMENTO. Essa é a frase que a gente mais deseja ver satisfeita, mas, antes disso, vem  um milhão de coisas: pesquisar e achar fornecedores, negociar, escolher vestido, o tema do casamento, a burocracia do cartório,  a escolha do buffet, arrumar a casa nova, lista de convidados, planejar viagem, economizar, planejar, lidar com os inconvenientes e ainda por cima, dar conta do trabalho e dos estudos (sério, sou do tipo que defende uma licença noiva hahaah) E as pessoas olham para você em meio a correria, dizendo que você anda muito estressada, pedindo satisfação porque não foi convidado/a, fazendo perguntas desagradáveis, exigindo que você esteja sempre feliz e sorridente. Poucas serão as que vão se oferecer para ajudar, poucas serão as que vão querer conversar sobre o que você sente. Saber o que realmente se passa com você, aquilo que ninguém vê.

Existe o MEDO. De repente, você é a mulher mais feliz do mundo, afinal, casar é sempre um sonho. Mas, fica com um pouco de medo, de não saber lidar com as coisas da casa, de não saber lidar com as marés baixas do casamento, de não conseguir lidar com as manias do marido que antes do casamento não eram tão absurdas para ti, de ter saudades de casa, de dar tudo errado no dia do casamento e nem consigo mesma…E isso é assustador, é o seu sonho virando realidade e você ainda não sabe bem como administrar tudo isso. A maioria das pessoas esquecem que há esse lado, só  enxergam o lado de doces e festa, acham que não há lágrimas no processo. E isso não é exagero,  e o que  acontece: passamos a nos sentir sozinhas em meio a tanta coisa. Só esperando para VIVER O MOMENTO…

Existe toda uma EXPECTATIVA em torno do grande dia, até porque ele estará nas mãos de outras pessoas: será que se lembrarão da  lista de músicas que você escolheu? será se todos os convidados irão? será se vão gostar da comida? será que vão lembrar de liberar as bebidas? será que a decoração estará conforme planejado? será que tudo vai combinar? será que vão lembrar de tirar aquela foto que você falou que queria? Existe toda uma expectativa para cada dia antes e cada dia depois. Essa expectativa gera ansiedade, a ansiedade mexe com seu psicológico e o psicológico com os hormônios e por aí vai…

Existe ALEGRIA. Aliás, as pequenas alegrias que juntas, valem todo o esforço. Alegria de ter os convites prontos, de achar o vestido ideal, de escolher as lembrancinhas, de pensar, comprar ou fazer cada detalhe da nova casa, de dividir com o noivo cada detalhe já organizado, de tê-lo te acompanhando em algumas das pesquisas e fechamento de contrato, de ganhar aquele presente seguindo de um “pensei que isso combinava com vocês e a vida nova”, de ter as madrinhas dizendo “calma, vai dar certo”, de escolher cada detalhe do grande dia, de receber amor e carinho naquele dia bad

Existe RAIVA. Principalmente com perguntas desagradáveis do tipo “você não vai me convidar?”, ou aquelas pessoas que param de falar com você porque não foram convidadas (ainda não vi um casamento em que deu para convidar todas as pessoas que alguém queria), das pessoas acharem que você já tem pouca coisa para se preocupar, dos imprevistos que ocorrem, dos dias que passam mais rápido com tanto a se fazer, dos parentes que brotam até da China e que sequer pisaram na sua casa para saber como você está. De ser tratada com grosseria por parte de alguns possíveis “fornecedores”, das informações erradas que te passam e acabam fazendo com que você mude a data poucos dias antes do casamento (isso aconteceu comigo 😥 )…

Existe AMOR. Ao planejar cada detalhe com seu noivo, ao receber carinho dos amigos, a companhia e força das madrinhas, em cada cantinho da casa que vai ficando pronta, em cada música que é seguida de um “essa não pode faltar”, cada foto que merece estar no dia do casamento, no ensaio pré-casamento, na preparação para o casamento, na escolha das flores e do buquê, na montagem do cardápio, na escolha do topo do bolo…

E por trás de tudo isso, existe uma MENINA. Que surge quando uma MULHER é pedida em casamento. Aquela menina que se via nos finais felizes dos desenhos preferidos, aquela menina que imaginava como seria o príncipe encantado, aquela menina com sonhos de princesa prestes a se tornar rainha.