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Como Ingressar no Mestrado?

 

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Calma, pessoal! Eu não fui abduzida nem nada do tipo. Andei muito atarefada com a matrícula no mestrado, elaboração de cronograma, outros eventos sociais que estou ajudando na organização e início das leituras para a minha pesquisa (tá pensando que vida de adulto é fácil, é não, viu?). Essa mudança na rotina sugou as minhas energias, mas agora que já me organizei estou de volta. Embora desse uma passada de vez em quando lá no Instagram com o “look do dia”. Bem, nessa loucura de idas e vindas à Universidade, algumas pessoas me perguntavam “Nossa, mas o que tenho que fazer para ingressar no Mestrado logo depois de formar?” E essa pergunta nos leva ao post de hoje. Vale lembrar que esse post é para quem está na graduação, quem já se formou e está há algum tempo parado, teremos outro post.

Antes de tudo, é importante lembrar que assim como outras coisas na vida, ingressar em uma pós-graduação como o Mestrado logo de cara, sem nem ao menos ter feito uma especialização, requer ter esse objetivo antes de entrar na Universidade. Uma amiga minha disse “Na graduação, você provou que podia fazer Mestrado. Agora, no Mestrado, prove que você pode fazer o Doutorado!” Basicamente foi isso, levei a graduação como se fosse Mestrado.

1- Escolha

O que eu fiz? Primeiro, decidi que não trabalharia logo que começasse as aulas (embora experiência em sala de aula conte ponto na seleção, eu sabia que me dividir entre trabalho e Academia requeria o dobro do meu esforço, embora não seja impossível trabalhar e estudar, eu sabia que havia outro jeito). Esperei até o terceiro período (nesse meio tempo, sobrevivi de alguns “bicos”, afinal, as xerox não seriam pagas sozinhas) para poder me inscrever em programas de bolsas universitárias.

2-Participe de Programas de Bolsas Universitárias

 Existem vários (temos PIBID, PIBIC, Programas de Extensão, Monitoria- lembrem-se: tudo isso conta ponto), mantive meu rendimento acadêmico sempre alto para poder ter condições de concorrer e ser classificada e dei o meu melhor nos trabalhos (os professores ficam de olho em alunos que demonstram seu potencial). Logo depois, uma professora com a qual eu já tinha pago disciplina começou a integrar uma pesquisa nacional e precisava de assistentes, então, recebi o convite para fazer parte da sua equipe trabalhando como bolsista. Ao mesmo tempo fizemos um projeto de Iniciação Científica Voluntária. No ano seguinte, essa pesquisa nacional acabou e eu fui indicada a outro professor e fiz mais um ano de Iniciação Científica (dessa vez como bolsista), participei de mais uma monitoria e integrei três núcleos de pesquisa.

3- Participe de Núcleos de Pesquisa

Todos nós temos afinidade com alguma coisa. Mesmo que você não consiga vaga em nenhum desses programas de bolsa, você pode buscar um núcleo de pesquisa que trabalhe o tema que você prefere. Durante a minha graduação, participei de três núcleos de pesquisa os quais participo até hoje. Nos núcleos, você tem oportunidade de estudar mais aprofundado determinado tema com pessoas que são especialistas, mestres e doutores nessa área, além de se integrar a diversas pesquisas. Embora nos sintamos meio estranhos por nos considerarmos pouco em relação ao tanto que eles já sabem, as discussões contribuem muito para o seu enriquecimento acadêmico e…conta ponto no seu currículo.

4-Participe de eventos produzindo artigos

“Legal! Pintou um evento na minha área, vou participar!”  A participação em eventos deve acontecer com apresentação de trabalhos. Mesmo que você não esteja diretamente ligado a um núcleo ou a uma pesquisa, alguns trabalhos em sala de aula devido ao seu trabalho de pesquisa podem ser apresentados em eventos. Então, procure escrever e escrever bem! As Universidades além de centros de produção são centros de divulgação de conhecimento. Durante a graduação, participei de vários eventos, tanto no meu estado quanto fora dele. (Ah, é? E como bancou as viagens? Bom, buscava escrever com amigos para dividirmos os custos das viagens, custeava com as bolsas que recebi- afinal, o objetivo delas é esse-, além de algumas vezes, pedirmos apoio da Universidade). Isso também vale para periódicos e livros.

5- Mantenha elevado rendimento acadêmico

Isso quer dizer: dedique-se ao máximo em cada disciplina, mantenha suas notas altas. Apresentem um alto padrão em cada trabalho. Além de valer ponto, chama atenção dos professores e possíveis orientadores.

6- Tenha em mente o que quer estudar

De nada adianta participar de um monte de coisa sem saber o que quer realmente da vida. Foque em uma linha de pesquisa, procure núcleos ligados a essa linha, faça leituras dessa área. Durante o TCC, procure um orientador na mesma temática e que de preferência, seja orientador na pós-graduação. Assim, você conhecerá suas linhas de trabalho e poderá escrever seu projeto sem muitas dúvidas ou desespero.

7- Estude Idiomas

Tem gente que acha que não precisa estudar outro idioma. Engana-se: Você precisa atestar proficiência em uma língua para o Mestrado e duas para o Doutorado.  Então, nada de se contentar só com o português! Durante a graduação continuei aprimorando o Inglês (através de programas fornecidos pela própria universidade, como o Inglês Sem Fronteiras) e o Espanhol (por conta própria já que depois do português é o que mais tenho domínio).Quando chegou o momento de fazer o teste não tive problema nenhum.

Esses pontos foram os que me dediquei, além de estudar a bibliografia recomendada para a seleção, eles me ajudaram a enriquecer meu currículo (que é uma das etapas do processo seletivo) e na produção do meu projeto de pesquisa (por ser em uma área com a qual eu tinha afinidade, conhecimento e produção acadêmica). Não é uma receita pronta, mas já é alguma coisa. E, para quem pretende seguir carreira acadêmica, fica a dica: vale a pena cada esforço. Até a próxima galera!

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