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Mas…a que preço?

Sabe aquele fatídico dia em que você decide sair do seu “mundinho” e ligar a televisão? Então foi essa simples, ingênua e arriscada atitude que me trouxe ao post de hoje. Há alguns anos, fiz um pacto de evitar telejornais e televisão, sim, você pode  e consegue sobreviver a isso. Foi uma escolha pessoal já que tudo a que eu assistia se resumia a uma única categoria: destruição. E a culpa que senti naquele momento ainda sinto hoje, a culpa de ser cúmplice, a culpa do silêncio, a culpa da impotência. Ao que me parece, estamos todos perdendo o bom senso e a moral. Enquanto algumas pessoas provam que não se pode perder, aquilo que jamais se teve.

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Há alguns dias venho passeado pela minha cidade, embora o calor que faz nessa época impeça muitas das atividades as quais me proponho frequentemente. Tenho me sentido profundamente angustiada, outro dia, vi  um dos lugares que amo ver pela manhã incendiando, era meio dia. Eu passei de carro e apenas me senti imbuída de um sentimento chamado culpa. Queimadas são frequentes nesse período e isso tem se tornado normal, quando não deveria. Não é normal compactuar com tanta destruição, não é normal me isolar em um mundinho porque a realidade tem ficado a cada dia mais cruel e menos suportável. Não é normal tratar como “faz parte do processo” tanta falta de humanidade e desinteresse. Estamos ganhando? A que preço?

Abrimos mão de pessoas, valores, memórias, lutas por cansaço. Cansaço de fracassarmos em nossos esforços, cansados de sermos a maioria perdendo para  “o mais forte sobrevive”. É  a seleção natural de Darwin aplicada à famosa “selva de pedra”. Deveríamos dizer natural? Morrendo em um mar de mentiras, assassinatos, corrupção, devastação? Destruindo uns aos outros, destruindo o que, ironicamente, é o que ainda nos faz ficar de pé?

Haveria um tratamento para tamanha insanidade ou estamos de fato perdidos? O que bombeia o sangue para o nosso corpo, ainda é o coração? Tenho me perguntado isso a cada dia que passa, a cada degradação humana cometida, a cada notícia de pai matando filho, filho encomendando a morte de pai, crianças violadas, famílias destruídas, matas dando lugar  a construções de cimento ou a nada. Afinal, o nada que não era para significa tanto tem se mostrado bastante espaçoso. Preenchemos nossa vida de nada, nossos olhares estão vazios, nossas consciências em um sono profundo. Já não temos capacidade de olhar para frente, olhamos para baixo, para o nosso umbigo ou simplesmente fingimos não ver. O que está faltando?

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“Vou a um Casamento, e agora?” Parte 1- Dia

Heeeeeeeeeeeeeeelp! Brilho ou não? Tubinho ou longo? Saia e blusa ou vestido? Plataforma ou agulha? Fluido ou justo? Manga, sem manga? Decote ou não? Cor escura ou não? Coque, semipreso ou solto? “Olhão e bocão” ou algo mais simples? Abusar dos acessórios ou não? Com tantas perguntas, a gente acaba desanimando, não é? Maaaas, não se preocupe, não estamos sozinhas! Casamento é aquele tipo de evento em que tudo é possível (de acordo com o gosto da noiva, claro). Quando são temáticos, tudo fica bem mais fácil. Mas e quando o convite não dá nenhuma pista de como será a decoração? O que fazer? Perguntar à noiva, claro. Antes prevenir que remediar, já diziam por aí. Para facilitar, o primeiro post do ‘Vou a um Casamento, e agora?”, trataremos de casamentos realizados de dia. Peguem um caderninho que vamos as dicas.

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1- O que vestir?

Vestidos O dia traz uma leveza maior a qualquer casamento e claro, essa é a melhor dica. Aposte na leveza! Nada de cores escuras ou vestidos muito justos. Opte por tecidos mais fluidos, sem muito brilho, afinal, você não vai querer chamar atenção por parecer mais um holofote que uma convidada, certo? Usar cores claras e alegres, mas evitar a cartela do branco e tons pasteis (já que a maioria dos casamentos por aqui as madrinhas usam tons pasteis). Se optar por fazer o vestido, tecidos como linho (ou mistura linho/viscose),  seda, cambraia (não se esqueça do forro), laise e renda (para quem ama um look romântico) são uma ótima aposta. Tecidos lisos representam a maioria, mas o dia também permite pequenas estampas (sem exagero) e florais. Se é curto ou longo, você decide! Se gosta de curtos, que tal um modelo mais acinturado e, na parte da saia, mais volume? (só não vale exagerar no curto, ok?) Se ama longos, vale um tecido com um caimento bem fluido na parte debaixo.

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Saia e blusa– Apostem na blusa ou na saia de renda. As saias podem ser mais volumosas ou estilo secretária, Não precisa ser da mesma cor, os tons podem conversar entre si ou não. O comprimento da saia pode variar, verifique o local no qual o casamento ocorrerá e arrase!

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2- O que calçar?

Este é um dos detalhes mais difíceis em um casamento pela manhã. Sabe aquele meia pata chiquérrimo e o bico fino? Esqueça! A dica dos tons claro continua, mas se sua roupa já for nesse tom, que tal arrasar com uma cor mais forte no pé? Os perolados  e nude também são perfeitos para a ocasião. Já o salto pode ser de altura média e quadrado, bico arredondado (não os redondos). Algo bem mais confortável e não tão formal. Rasteirinha? Pode sim! Sem essa de que casamento só pode salto 50 cm! (brincadeira hahaha). Gente, tenho 1, 74 m, amo salto, mas entre usar salto (o que eu não preciso) e rasteirinha, vou de rasteirinha hahaha. Mas também não é qualquer uma não, aposte nas que tem pedrarias e façam um contorno bem bonito no pé e as baixinhas podem sim apostar nas rasteirinhas! Sapatilhas então…ainda mais agora que tem prateadas, acetinadas, aveludadas, enfim…estão liberadas! Ainda mais quando já foram assunto na Vogue 😉

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3-  Usar bolsa ou não…eis a questão!

Se você não tem buquê, não faz mais usar uma bolsa. Nesse caso, uma clutch sem tantas pedrarias são bem vindas, além de ser prática para colocar o celular (só não vale deixar de aproveitar a festa para ficar na redes) e o batom para aquela retocada básica.

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4- E o cabelo?

Tranças laterais e semipresos são um charme e podem ser usados sem moderação nesse caso. Acessórios como flores ou algum detalhe em pedraria dão um tom bem “sou elegante naturalmente”. Mas o solto é uma boa pedida também, bastar dar-lhe algumas ondas  pronto! Se o casamento for ao ar livre, vale até um chapéu. E pra você que por ter cabelo curto, acha que a única saída é ir com ele solto, vai uma super dica que achei no Bolsa TV:

5- Make

Tanta coisa a se pensar, não acham? Mas, calma, falta pouco para terminarmos. Tons da cartela do rosa, lilás, nude caem super bem para a proposta dia. Selecionei um tutorial da Lu Ferraes para dar uma inspirada:

Então garotas, essas são as dicas, espero que tenham gostado. Se já usou alguma delas, comente abaixo como foi sua experiência, tem alguma outra dica para casamentos ao dia, quer compartilhar? Sinta-se à vontade para escrever. Quanto mais dicas, melhor!