Quando é amor?

Oiii amores e amoras estou de volta,

Então tem sido um pouco difícil vir aqui frequentemente, mas …muito obrigada por curtirem as minhas ideias, fiquei muito feliz com as estatísticas e por saber que já temos visitantes estrangeiros. Obrigada por tudo pessoal!! Vocês são tipo…muito demais…

quando

Bom, vim falar com vocês sobre um assunto que discuti recentemente e percebi que dava um bom post. A pergunta é

QUANDO É AMOR?

Alguém sabe a resposta, quem quiser se arriscar nos comentários, pode responder: Quando você descobriu que era/é amor?

Será que tem uma idade em que chegamos e podemos afirmar que agora sim é amor? Quanto tempo leva para o construirmos? (sim, amor não se descobre, se constrói).

Quando eu tinha uns 8 anos eu tinha uma boneca que era a minha xodó. Até que um dia, a coloquei para tomar Sol, ela caiu e quebrou o braço. Foi minha primeira grande perda. A dor foi tanta que ela teve direito a um caixão com direito a funeral, lágrimas, um breve discurso meu de todas as suas qualidades e um enterro. Depois dela, tive outras bonecas. Um belo dia, encontrei uma boneca que não tinha uma das pernas e a pedi pra mim, ainda hoje a tenho comigo. Só porque a primeira boneca da qual falei não tinha mais o braço, ela não deixaria de ser  a minha boneca, nem de viver as aventuras que tínhamos porque faltava algo, quando ela quebrou eu achei que era o fim, eu tentei consertar, mas, no final, a deixei ir embora (até porque na minha visão o céu das bonecas seria melhor que ficar comigo), mas acredito que eu era pequena demais para perceber que eu a amava e o quanto eu era capaz de fazer tudo para que ela fosse uma boneca feliz. Com a segunda boneca, eu já tinha essa concepção. Eu sabia que a amava o que me fez pedir para ficar com ela, quando a vi sem uma perna. Minha avó queria fazer uma perna para ela, mas não importava tanto assim, com perna ou sem perna ela continua sendo especial para mim.

Então, eu cresci. Minhas bonecas deram lugar a livros e as descobertas da adolescência. Na minha primeira paixonite de escola, chorei igual à minha primeira boneca, mas não era amor. Era paixão. E o pior, era uma paixão solitária (sim, isso existe) a qual me apeguei por muitos anos, mas isso me fez crescer: aprendi que quando fosse para amar, eu deveria ter amor próprio. O tempo passou e meu coração, um certo dia, bateu mais forte. Já não era uma paixão solitária, mais eu esqueci que quando algo quebra, tentamos consertar quando significa muito para a gente, mas nem sempre a minha força de vontade em consertar seria o suficiente, que isso não cabia somente a mim. Era preciso duas mãos diferentes empenhadas nisso, mas eu achava que apenas uma daria conta de tudo. Daí me fechei por tempo indeterminado para uma manutenção que eu não tinha certeza se  eu queria acabar. Aos poucos o coração bateu, mas foi tão silencioso que eu não percebi inicialmente. Fui forte e não temi os estragos, estava tudo limpo e mesmo que quebrasse eu sabia o que era necessário para consertar. Mas, eu também aprendi que minha boneca só foi para o “céu das bonecas” porque eu determinei que  ela deveria ir, se fosse por ela, teria ficado, mas acho que eu não teria lidado com essa culpa de tê-la deixado cair e ficado comigo. Às vezes, somos nós que erramos. E isso é normal, e se não aceitarmos isso não haja escolha do outro que nos faça mudar de ideia.

Então passam as outras bonecas, ou melhor, o tempo. Você reflete enquanto está só. E se prepara. Então ao invés de buscar a boneca em si, você a procura pelo que ela representa, por aquilo que ninguém mais poderia ver além de vocês. Não serão os vestidos ou quantas cores de cabelo ela poder ter de acordo com a temperatura da água que te chamarão a atenção. Ela não vai deixar de ser divertida só porque não tem uma perna. Ou porque ela é tão diferente. Você simplesmente a olha e vê quantas aventuras estarão por vir, das risadas que poderá dar na sua companhia e que nada seria igual àquela boneca. Ela pode não ter tantos atrativos, mas te fará feliz e nenhuma outra te chamará atenção. E no fim não será a forma como ela é diferente, mas como você a olha e o tempo que dedica a ela.

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