“Amados de Deus chamados Santos”

Domingo é um dia muito especial para mim. Como vocês já devem ter lido em alguns posts do blog, sou membro de  A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, geralmente as pessoas nos conhecem como “os mórmons”, mas o nome da Igreja é esse que está em negrito. Este ano, nas classes da escola dominical, estudamos o Novo Testamento e chegamos na leitura da epístola de Paulo  aos Romanos. Bom, naquela época, alguns dos santos da Igreja estavam se desviando do caminho do Senhor e precisavam compreender algumas doutrinas, se arrependerem e se voltarem ao Senhor.

Ao preparar a aula, ponderei  alguns dos princípios contidos nos capítulos  8, 12, 13 e 15 que falam sobre o que o Salvador espera dos seus santos (entendamos aqui que santos são as pessoas que decidiram viver no caminho do Senhor, mesmo imperfeitas. são o povo do Senhor, seus santos). Comentamos sobre a forma como os missionários (aqueles rapazes e moças que comumente vemos andando em duplas  e com uma plaqueta na roupa) são um exemplo de como devemos agir.  Então eu pensei, o que nos diferencia dos missionários?  Então lembrei de um discurso proferido pelo Élder Neil L. Andersen chamado “É um Milagre”  (https://www.lds.org/general-conference/2013/04/its-a-miracle?lang=por) da Conferência Geral de abril de 2013 no qual ele diz:

Se vocês não são missionários de tempo integral com um crach.á missionário preso ao paletó, está na hora de pintar uma plaqueta em seu coração — pintada, como Paulo disse, “não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo”.

Então, pensei muito nessa pergunta e no discurso e a fiz ao meu noivo (que também já foi um missionário), ele me respondeu que os missionários vivem leis maiores 24 horas por dia, oram a todo instante, estudam as escrituras por no mínimo, duas horas por dia, isso sem contar que eles as utilizam a toda hora durante o período de sua missão.  Durante essa conversa, lembrei que nós também podemos ter esse mesmo poder, afinal “todo membro é um missionário” e:

Porque todos quantos  são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. (Romanos 8:14, grifo meu)

Todos nós, depois do batismo, ganhamos o direito a companhia constante do Espírito Santo que será o responsável por nos orientar e fazer com que “morramos na carne”. Quando nos mantemos dignos de sua influência, não temos vontade de fazer nada ruim, apena as coisas certas. Mas, quando somos pessoas “normais” que temos casa, trabalho, estudo e outras preocupações manter esse mesmo padrão de excelência deles fica um pouquinho difícil, falo “pouquinho” porque não é algo impossível. E o que fazer?

Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados (Efésios 5:1)

Assim como quando éramos crianças imitávamos nossos pais, vestíamos suas roupas, fazíamos de conta que éramos eles ele. Assim podemos fazer como nosso Pai Celestial, afinal, reza a lenda que só imitamos aquilo que é bom. E assim poderemos fazer todas as coisas que vimos Cristo fazer, que viu o Pai fazer. Mesmo que isso signifique  abdicar de nós mesmos e de nosso “eu natural”, é algo que vale a pena pois aprendemos que o “valor das almas é grande a vista de Deus” (D & C  18:10). Não necessariamente precisamos ser um missionário para fazer essas coisas. Na época do Novo Testamento, existiu um homem chamado Estevão que, embora não fosse nenhum apóstolo era um homem cheio de fé, poder, graça, perdão e Espírito Santo, que realizava “grandes sinais e prodígios”  (Atos 6 e 7), ele bem que poderia ser qualquer um de nós com uma plaqueta gravada no coração.

Às vezes não é fácil, eu sei. A gente fica se perguntando: de que adianta tudo isso? As pessoas não querem me ouvir, não querem mudar ou…só pensam em si mesmas! Todo tempo empreendido para o Senhor não é perdido. Afinal, quem somos? A quem devemos agradar? Ou melhor, aonde está o nosso coração?  Cadê a nossa plaqueta? Mais que um objeto, ela é uma lembrança da nossa identidade.

Sei que Cristo vive e nos ama. Ele realmente sabe quem somos e ouve as nossas orações. Ele nos compreende. Sei que o  Pai Celestial tem um plano perfeito e quando as coisas não estão bem é porque Ele está querendo nos dar algo melhor. E podemos nos aproximar dEle ao seguir o exemplo de nosso Salvador. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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P.S: Sim, eu sei…ando sumida. Tem acontecido tanta coisa na minha vida que ainda vou escrever para vocês (preparem-se). Estou trabalhando em mais três posts além desse mas são de temas diferentes, então tenho que aguardar a inspiração para escrever e juntar coragem já que ando meio afastada de computadores. Até a próxima!

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