Ao que parece amores evoluem, sim, e de uma forma inexplicável. Nunca amamos igual ou na mesma intensidade. Amores nunca são os mesmos e as pessoas então, nem se fala. Mas, o melhor amor é aquele que te deixa voar com os pés fixos no chão, que te faz sonhar sonhos realmente concretizáveis, que te eleva, mas nunca é capaz de te fazer cair do alto.

As pessoas amam por vários motivos: uma característica marcante, pelos gostos que coincidem (ou não), por um momento ou para sempre. Mas, bom mesmo é aquele amor que a gente nem percebe que quando a gente se pega pra pensar “pá! Já era!”…

De repente, a gente se encontra em meio aos nossos perdidos, de alguma forma inteira em meio aos estilhaços e raramente entendemos como se deve entender. Sempre essa mania de sair atropelando tudo, entendendo cada vez mais nada sobre tudo, como se fosse possível dar conta de tudo que fizemos sãos ou não, de uma hora para outra. De repente a gente se  vê  voltando atrás do “nunca mais”, e de forma silenciosa pra ninguém perceber. Há o medo de errar, há o medo do acerto, das perdas no caminho e na decepção da chegada. A gente cria expectativas, engole sonhos, derruba muros de medo e cria uma fortaleza própria (mortal até para quem criou), só por medo de quebrar a cara novamente ou cometer os mesmos erros (onde ficam os novos mesmo? o.O) E de repente, tentamos olhar pela janela e ver ao menos um borrão do que éramos, mas os pingos da chuva não deixam uma visão agradável do nosso reflexo. Provavelmente, não conta o que se vê por fora, mas no íntimo, onde só a gente sabe encontrar, mas evita ao máximo. Lá nem tudo está arrumado, mas é onde nos sentimos bem, de alguma forma.

Há muito eu me encontrei, mas ainda saio em busca de mim, não porque não sei aonde realmente estou, em que parte de mim estou habitando: alma, mente ou coração. Essa busca desenfreada por quem sou é apenas medo, medo de que tudo dê errado novamente, medo de desta vez não conseguir me reerguer, medo de ter que me encontrar “cara a cara” comigo mesma. Tem horas que dá vontade de ter uma bola de cristal ou algo do tipo, só pra poder não sentir o peso do fracasso, de ter outros apontando o dedo…

Mas a gente cresce…e tem horas que piora…desanda tudo..e a gente espera a chegada do Sol, mas, ele não virá, até que a casa esteja arejada, limpa e preparada para receber por entre as frestas, a tão sonhada luz da qual muitos se escondem.

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