Sobre se tornar mais velho (a)

“Today is the greatest day I’ve ever known
Can’t wait for tomorrow
I might not have that long
I’ll tear my heart out
Before I get out…”

Então, aqui estou eu…iniciando mais um ano novo, em pleno meio de semestre, ultimamente, é assim que tenho visto meu aniversário. Nossa, 21 anos se passaram desde que nasci, nesse tempo, comecei uma carreira, consegui um diploma universitário, encontrei o amor, descobri a amizade, criei e desfiz laços, sem dúvidas ou arrependimentos… acordei poucos minutos antes da meia-noite, e bateu aquela angústia de que o tempo está passando, bateu aquela vontade de voltar ao início e fazer as mesmas escolhas. Ás 00:00 hrs o meu dia começou e fiz uma prece silenciosa com o coração cheio de esperança.

Acho que é isso que acontece quando ficamos mais velhos, de repente, aquilo que insistentemente nos irritava não é mais motivo de alarde, você descobre a magia que é engolir a raiva e o estresse e transformá-lo em algo mais útil, como o perdão. Você percebe que perdoar se torna mais fácil, valoriza mais cada minuto com as pessoas que te fazem. E finalmente compreende aquela famosa frase de Shakespeare: o que importa é quem você tem. Descobre que criar amigos é melhor que criar monumentos e deixar um legado material. Descobre que o que te manterá eterno/a para as pessoas é quem você realmente é com elas, não o que tenha feito por elas.

Finalmente eu me sinto adulta. Bom, quase… hoje, minha mãe disse que a criança que mora em mim jamais morrerá, não importa o quão mais velha eu fique. E eu sorrio, porque começo a acreditar que isso é verdade. Eu começo a tirar lições mais rápido das coisas que acontecem comigo e já as compartilho com quem está ao meu redor. Isso faz parte de tornar-se mais velho/a. Bom, ser adulto/a é legal, quando você realmente sabe quem está se tornando. Algumas manias minhas de menina ainda continuam, muitos sonhos, meus olhos ainda brilham quando escuto algumas músicas ou assisto alguns desenhos, ainda continuo planejando da forma mais inacreditável possível, ainda apronto e saio correndo, ainda ando descalça e digo que “eu preciso me conectar com as minhas raízes”. Meu “eu” adulto cheio de responsabilidades precisa dessa garotinha. E isso…faz parte de se tornar mais velho/a: Decidir o que continuará e o que precisa ser mudado. Não é negar quem era que vai te fazer mais sábio/a com o tempo, mas saber aonde, exatamente, você está pisando. E é essa a segurança que te fará caminhar.  Enquanto eu souber por onde caminhar e mesmo que eu não saiba que eu possa lembrar das coisas que realmente me importam e me tornam quem sou, então saberei  o que fazer.

Vai um bolinho, aí?

Vai um bolinho, aí?

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