Capítulo 2

O dia me parecia comum, passávamos por uma praça muito verde, a grama brilhava com o toque do Sol. Vi pessoas estranhas, com chapéus estranhos e roupas esquisitas. Animais com forma de gente conversavam com seres humanos, tudo bem, aquilo já não era mais comum e eu certamente estava sonhando. Corrí para casa e vi minha mãe com as mesmas roupas, no meu quarto, em frente ao espelho, vi-me com as mesmas vestimentas, eu não era eu, aqueles trajes…fechei meus olhos e quando percebi, estava flutuando. Escutei o despertador, um barulho contínuo e estridente ecoando no meu subconsciente, finalmente, acabei acordando, mas eu ainda flutuava. Bati em meu rosto várias vezes gritando “Acorda!”, eu estava levitando! Meu pai abriu a porta do meu quarto e quando ele fez isso, caí na cama.

– Querida, o que houve?!- ele perguntou desesperado, abrindo a porta e seguido por Gabriel. Eles estavam despenteados e muito, muito assustados.

– Só um pesadelo, pai.- despistei, assim que eles entraram, eu caí sobre a cama. Doeu um pouco, pela força da queda, mas era melhor manter segredo daquela coisa estranha.

Quando ele saiu, fui me arrumar. Olhei para o espelho e me vi com aquelas roupas esquisitas. Fechei meus olhos com força e desci para  o desjejum.

– Filha, esteja ao meio-dia e quinze em frente a sua escola. Assim, eu não me atraso na escola na escola de música. Gabriel esteja ao meio-dia na sua. Combinados?- meu pai planejava enquanto retirava a mesa.

– Sim, pai- falamos enquanto recebíamos os pacotes com nossos lanches.

A escola me pareceu melhor do que eu me imaginava, não sei se era a minha tendência em ver o lado ruim das coisas ou sei lá o quê, mas era assim. A galera me olhava da cabeça aos pés, mau dia, mau dia, mau dia…parecia até que eu havia cometido algum crime, continuei meu trajeto cabisbaixa, evitando encará-los já era muita vergonha ser o centro das atenções, vai, eu não me vestia mal, tinha bom senso e adorava sites de moda, então, descarta a opção vestuário, eu não tinha nada que chamasse a atenção, nenhum atributo físico extraordinário, então, se quisessem, poderiam parar de me olhar daquela forma. Na secretária, recebi uma papelada enorme, o pior é que eles fizeram brincadeiras comigo, demorei até me situar, em virtude da bondade incomum de meus anfitriões, me perdi e me atrasei para a primeira aula, consequentemente. Era Química, bom, eu não faria tanta questão de assistí-la, afinal, era Química… a professora foi bem receptiva e, como se não bastasse a “humilhação” de ser novata vítima de olhares curiosos, ela ainda pediu que eu me apresentasse à turma.

– Vamos lá, Gabriella, fale um pouco sobre você e sua antiga escola.- ela não tinha nenhuma má intenção, parecia legal, sua voz era doce e, por um momento, senti-me encorajada, mas não.

-Bom,eu..hmm.., eu..- travei aí mesmo. Palavras, onde estão quando eu mais  preciso? Timidez, pra quê te quero? A professora percebeu e deve ter se sentido culpada, me salvou daquele momento constrangedor e ainda me poupou de perguntas.

Cinética Química, quem vê diz que eu entendo algo. Tentei me concentrar, eu juro. Mas, assimilar que as reações têm velocidade que depende de uma constante e da concentração de reagentes é, para mim, coisa de outro mundo. Talvez um planeta de nerds, ou Júpiter mesmo. O sinal tocou e saímos, próximo massacre: Álgebra, segunda e terceira aula. Quem havia organizado aquele horário carrasco? O professor já tinha idade avançada, quero dizer, não que ele estivesse em estado de putrefação, porque ele ainda estava vivo, mas tinha cabelos brancos, muitos mesmo, o que o caracteriza com uma idade avançada. Gonçalo se não me falha a memória. Mas, o que aconteceu de bom mesmo, foi um garoto do terceiro ano que me ajudou com o mapa, eu estava tentando decifrá-lo de cabeça para baixo, havíamos topado no corredor e ele foi muito gentil apanhando meus livros do chão, seu nome era Maurício e era filho do carrasco futuro, mais conhecido como meu professor de Álgebra.

– Boa sorte com meu pai! Nos vemos por aí’- gritou ele enquanto eu caminhava rápido para compensar o tempo perdido.

Mais um assunto que eu não entendia e do qual não fazia ideia mesmo. Eu não me concentrava, não por ser uma distraída, mas o colar que ele usava me atraía. Era um prisma pequeno com uma ponta, o brilho dele me fascinava e eu ouvia uma música emanar dele como se estivesse me hipnotizante, tudo bem, eu estava viajando legal e olha que eu tomei apenas achocolatado. Nem percebi que o sinal havia tocado.

– Mocinha, bateu o sinal. Caso ainda não saiba, preciso trancar a sala.- disse o professor com sua voz rouca e de velho, ele me assustava realmente.

-Ah, sim. Desculpe-me.- fiquei vermelha de vergonha, recolhi meus livros timidamente e saí tentando esconder minha cara.

***

Maurício era um rapaz alto, forte, cabelo preto, liso, curto, olhos verdes. Seu rosto era perfeito: seguia em linha reta até cair no queijo quadrado, era meio bronzeado. Sua postura era imponente, mas era simpático e divertido. Trabalhava em uma lanchonete e era capitão das equipes de judô e karatê da escola. Era filho de Gonçalo Castella, doutor em Matemática, pai e professor autoritário. Baixo, cheinho e muito ranzinza. Pai e filho viviam em conflito quando o assunto era futuro.

***

De duas coisas, lembro bem daquele dia: meu encontro com o lindo do Maurício e a declaração de guerra das patricinhas. Tudo por causa de um tropeço meu e um copo de suco na blusa da líder delas. Nem adiantou pedir desculpas, eu estava encrencada e elas me perseguiriam o resto do ginásio ou por toda a eternidade, o que demorasse mais. O resto do dia correu bem, no horário combinado, papai apareceu, nossa, respirei tão fundo que me senti afundando no navio Titanic quando vi o doblô esverdeado parar a poucos metros de mim.

Passei a tarde concentrada nas tarefas, eu me esforçava. Ao anoitecer, fui para o meu refúgio, peguei uma tela e comecei a desenhar, de início, não sabia bem qual seria o desenho final, mas aí, eis que me surge o rosto daquele garoto do retrato. Meu irmão começou a tocar bateria no seu quarto em um volume ensurdecedor. Prevenido, trancou a porta, ah, se eu o pegasse! Desisti de gritar e bater em sua porta, era o que ele queria. Voltei a desenhar e conferi os dois garotos, incrível como eu tinha aquele rosto gravado em minha memória. Papai pediu para entrar e me entregou um embrulho nas mãos, era o presente de mamãe: uma corrente fofa com um cristal vermelho que parecia ter um líquido dentro. Na caixa, tinha uma espécie de livro antigo, a capa era vermelha e em alto relevo com rosas em toda ela, o colar era a chave e eu, no meu instinto Sherlock, deduzi ser um diário.

Dormi bem, nem tanto, tive outro sonho, sim, mais um daqueles estranhos. Vi uma mulher parecida comigo com roupas vermelhas, parecidas com as de filme de bruxas, só que mais elegantes, tinha também um chapéu pontudo. Ela estava correndo e segurava um medalhão com uma pedra vermelha brilhante e um livro em mãos. Duas pessoas de preto perseguiam-na, eram rápidos, não podiam ser humanos. De repente, vi-a estendida no chão e quando eles saíram, corri até o corpo estendido no chão, virei-a para ver se podia ajudar e, para a minha surpresa, era aquele garoto. Ele suspirou o nome “Aleja” e parou de respirar. Tentei reanimá-lo, uma forte luz invadiu o lugar e eu acordei. Ainda era noite, levantei e fui à cozinha tomar leite. Estava frio e eu havia esquecido as pantufas, pensei que se eu morresse ali, minha mãe perceberia que eu estava sem pantufas e comentaria isso, seria hilário e uma lembrança boa de mim para ela, a pergunta que não queria calar “por que eu estava pensando em morte?”. A janela abriu sozinha e uma rajada de vento entrou no ambiente, muito sinistro, meu coração gelou. Fechei-a e antes de voltar para a cama, fui olhar meu irmãozinho, parecia uma anjinho dormindo. Seu cabelo loiro dourado caía sobre seus olhos azeitonas, cobri-o e saí devagarzinho para não acordá-lo.

Não lembro se sonhei novamente, nem sei se dormi. Não havia lembrança alguma. Minha mãe chegou antes do café, comeríamos em família novamente, papai estava apressado, afinal, estávamos atrasados. Como não tenho amigos, fui direto para a classe sem falar com ninguém. Estava desenhando no caderno e vi Maurício pela janela. Perdi-me naquele momento ao observá-lo, até ser “puxada” à realidade com uma garota que veio falar comigo. Geralmente, as pessoas fogem de mim, mas esta,era diferente.

– Oi, sou Erika. Gabriella, não é? O que acha da escola? Está gostando? Percebi que ficou meio sem jeito com a senhorita Mônica ontem, está tudo bem não está?-Fiquei sem fôlego com tantas perguntas. Respirei fundo e falei:

– Acho…si,,,é…bom…tudo ainda é muito novo pra mim- a campa tocou. Obrigada campa maravilhosa, livraste-me de mais uma e minha gratidão para ti é tanta que nunca mais reclamo de você sua linda. A garota recolheu seus livros e saiu do meu lado,

-A gente se vê. – ela sorriu e não era um sorriso falso. Era verdadeiro, ela qqueria ser minha amiga, eu senti aquilo. Deveria estar muito feliz com isso, uma amiga que não fosse minha mãe, mas fiquei um pouco temerosa. Devia ser pela situação diferente.

– Tudo bem.- acho. Senti um calafrio por mim a dominar-me.Peguei meu material, ouvi novamente aquele som que me fascinara uma vez. Era como se ela me chamasse, mas é óbvio que eu não iria procurar aquele professor. Ah, isso não.

XXX

Erika Camargo, uma garota extrovertida, espontânea e alegre. Cabelos ruivos compridos, franja diagonal, olhos com uma cor entre verde e azul. Carrega consigo muita alegria, seus pais são de uma família circense e transmite mensagens de esperança e alegria sempre que pode. Feminista radical. Digamos que é a “rebelde” da escola. Está por trás de todos os protestos e movimentos revolucionários. Talvez por isso, é a diretora do jornal e do grêmio da escola.

XXX

Erika sentou-se ao meu lado no refeitório, tagarelava muito. O bom é que eu não comeria sozinha e tampouco precisava ficar falando. A garota gostava mesmo de falar e fazia isso por nós duas. Vimos Maurício vir ao nosso encontro na mesa, ele se destacava entre os demais, ao menos pra mim.

-Maurício, senta aqui com a gente- convidou Erika, apontando para uma cadeira vazia ao nosso lado. Ela era muito ativa e se mexia o tempo todo. Era legal isso.

– Oi, Erika! Oi, Gabriella!- ele nos cumprimentou sorrindo e acenando, se aproximando cada vez mais da gente. Vi também Bianca se aproximar dele. De fato, ela era muito linda e chamava atenção, mesmo de uniforme.

-Maurinho, vem comigo. Estamos sentados naquela mesa. Vem, por favor.- ela pegou no braço dele, e pediu com tanta ‘melação’ na voz que dava vontade de vomitar, ele cedeu e sentou-se com ela. Mas , não interagia com o grupo.

Quando as aulas acabaram,saí correndo. Claro, louca para ir para casa e não encontrar mais ninguém, principalmente aquela garota patricinha que não ia perder nenhuma oportunidade. De repente, eu estava sentada naquele banco da praça, esperando minha carona, mas havia segundos que não. Parecia que meu espírito estava fora de mim, ou melhor, que eu não era eu.

-Oi, Gabriella.- e voltei a mim, um garoto sentara ao meu lado e, claro, era o Maurício.

-Maurício?!?- perguntei assustada, afinal, havia voltado à Terra novamente.

-É, acho que sou eu mesmo- ele sorriu divertindo-se com a situação-você deixou isso quando topamos ontem. É sua?- ele perguntou me estendendo uma folha, seu rosto contra o Sol me fez ficar meio desnorteada, como que aquele cara podia ser tão gentil comigo?

-Está tão ruim assim?- perguntei encolhendo-me um pouco até que meu pescoço ficou na altura da gola do meu casaco. Que embaraçoso.

– Não, ela é linda. Tirei as notas no meu violão e se não se importa, completei a canção, sério, gostei muito.- ele sorriu novamente, não sei se ele conseguia ouvir meu coração, só sei que corei um pouco. Não estou acostumada a elogios vindos do garoto mais lindo e perfeito de toda a escola, ops, será que eu estava me apaixonando?

-Tudo bem.- virei o rosto um pouco de lado para evitar encará-lo, sim, sou mestre nesta arte.

-Então, quer dizer que além de uma garota linda,tenho uma compositora na minha frente? Isso é incrível!- ele parecia entusiasmado realmente- Vem cá, você toca também? – acenei com a cabeça- Quais instrumentos?

Pude escutar o carro buzinando. Minha salvação pessoal sempre chegando na hora certa. Oba, oba, oba. Sem mais perguntas, sem mais constrangimentos e probabilidades de muitos king kongs.

– Tenho que ir.- falei colocando minha bolsa tiracolo novamente e me levantando. Ele pareceu meio decepcionado, mas contanto que eu saísse daquela situação, para mim, estava tudo bem. Mal entrei no doblô esverdeado, colocando o cinto, uma “chuva” de perguntas começou a cair e realmente pensei em voltar para o primeiro interrogatório. Só que não.

-Não!- acordei assustada. Eu não estava dormindo, eu já tinha acordado, mas vi aquele garoto da foto me olhando. Pisquei várias vezes, ele sumiu. Mas eu sabia o que tinha visto, concentrei-me um pouco naquilo e ele apareceu, parecia que tinha interferência ele sumia e aparecia.

-É apenas um sonho, acorde- ele sussurrou pra mim. Ah! Fala sério! Um personagem do meu sonho, me dizendo que é um sonho e me pedindo pra acordar? Não mesmo.

-Estou bem acordada! Quem é você?- perguntei me levantando da cama e indo ao seu encontro, por precaução, estava com uma almofada em mãos.

-Se me libertar, eu falo- ele disse desapontado, parecia que aquilo magoava seu ego. Fantasmas tem ego? Bom, aquela altura eu não sabia o que ele era.

– Como assim?- perguntei atordoada tentando entender aquilo.

-Seus poderes anulam os meus- ele falou com um tom que parecia tão óbvio que me assustei.

-Cara, fala sério. É assaltante? Ah, já sei… um programa daqueles de pegadinha? Hahahaha que coisa mais sem graça- Obviamente. A graça estava comigo falando com um fantasma. Hahaha.

– Não, senhorita.- sua voz era tão suave que inibiu o meu medo. Eu me sentia à vontade com ele. Ele caminhou até a minha cama e sentou.

– Não estou te prendendo, não mesmo. Pode ir para onde quiser. –falei.

-Sou um fantasma. Estou nesse estado há mais ou menos uns 200 anos. Os descendentes da minha família decidiram vender a casa, talvez porque eu goste de me divertir um pouco demais com as pessoas, é que nessa existência eu me sinto muito solitário. Estou preso aqui, não lembro muito do que aconteceu antes da minha morte, é estranho… mas a senhorita me é familiar. –olhei em seus olhos, era verdade.

-Qual o seu nome?

-Perdoe a minha falta de modos. Sou Ariel Amedran, o fantasma que “assombra” esta casa.- ele sorriu, eu também.

– Você falou que eu estava te prendendo? Como assim?

– A senhorita é descendente de feiticeiras, assim como eu. Mas eu não consigo lembrar de minha anterior com todos os detalhes. Estamos ligados de alguma maneira…

– Não é possível! Minha mãe é uma “doidinha”, meu pai, um músico, como eu sou feiticeira? Cara, agora você viajou de vez. Eu? Bruxa? Ah, tá… Acreditar em fantasmas é uma coisa, em contos de fadas é outra.

Ouvimos badaladas. Era meia-noite.

– Não tenho muito tempo. Preciso ir- ele sumiu.

– Se você estiver por aqui, promete voltar?- perguntei meio desapontada já que ele parecia não ouvir.

XXX

Do outro lado da rua, Charles e Fernanda fecharam as janelas e revelaram suas verdadeiras identidades. Eram como diamante em suas roupas brancas, estranho que, com tamanha luz eles não chamavam tanta atenção da vizinhança. Eram mais belos ainda naquela forma.

-Parece que Ariel finalmente usou seus poderes a ponto de o detectarmos. Há muito não o sentia.- falou Charles virando-se para sua irmã.

-Também o sinto, devemos protegê-lo e a família Cavalieri. Ele precisa fazer a passagem, precisamos traze o equilíbrio entre as dimensões.- ela disse enquanto os dois flutuavam pelo meio da sala, a garota tinha o olhar longe como se pudesse ver o que aconteceria se o fantasma não realizasse a passagem.

– Não se trata apenas do nosso trabalho. Os Aldeãos e o Caliban também possuem seus interesses nessa história, os primeiros querem justiça, o segundo, vingança e nós… bom, ainda não sei o que Ele quer.- ele olhou para o teto, mas via além disso, podia ver as estrelas além das densas nuvens e bem mais além.

-Temos que guardar os sonhos deles, é o momento em que estão mais desprotegidos. No sonho não sabemos distinguir a realidade do que não existe, isso pode levar à morte. Eles são nossa responsabilidade, viemos aqui para isso. Vamos começar o círculo, a batalha se prolongou através dos anos e o medalhão é o grande prêmio.

XXX

O sinal tocou, ao passar pela mesa do senhor Gonçalo, ele me deteve. Claro, eu estremeci da cabeça aos pés, gelei, acho que meu sangue parou de circular. Sim, ele era apenas um professor de Álgebra, mas parecia que tinha saído do meu maior pesadelo.

-Senhorita Cavalieri, creio que estejas brincando com minhas capacidades cognitivas e arranjou um meio de mostrar-me seu total desapreço por mim e pelo que ensino. – tão amável suas palavras… ele me olhava em tom de desaprovação, por cima do seu óculos e meio inclinado por cima da mesa.

-Desculpe, professor, não sei do que está falando, realmente eu.. não sei…- falei timidamente agarrando-me com a força que tinha na alça da minha bolsa tiracolo e tentando não me encolher tanto a ponto dele perceber.

– Não admito chacotas, mocinha, confesso que seu raciocínio ia bem até que por algum motivo a senhorita decide se enforcar na raiz quadrada e me desenhar ao lado de capuz e foice…- ele mostrou o desenho, não sei bem o que senti, tive vontade matar quem tinha feito aquilo.

– Não fui eu senh…- tentei me defender, mas ele estava uma fera comigo e eu não tinha culpa. A janela da sala se abriu e uma rajada de vento entrou por ela.

– Há apenas uma Gabriella Santina Cavalieri nesta turma, creio que deve ser este o seu nome- ele se levantou da mesa para fechar a janela, fiquei observando aquela situação.

– Sim, mas…- fui interrompida, nossa, pensei que seria expulsa.

-Sem rodeios, perdeste a metade da nota.- ele declarou. Fiquei frustrada, envergonhada. Pela janela da porta, Bianca me deu um tchauzinho. Sínica. Fiquei com muita raiva, se pudesse “voar” nela e dar umas bofetadas eu me sentiria bem. O copo que estava sobre a mesa do professor caiu. Escutei novamente uma música emanado da corrente dele.

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